Créditos de carbono obtidos por reflorestamento atraem investimentos de multinacionais. País, entretanto, precisa avançar na regulamentação e em novos projetos
O desmatamento é responsável por quase metade das emissões de dióxido de carbono (CO2) no Brasil, e o principal obstáculo para que o país cumpra a promessa de se tornar carbono neutro até 2050.
. O desafio é principalmente econômico: a preservação de florestas e o restauro de biomas destruídos têm alto custo e baixo retorno, enquanto atividades associadas à destruição florestal, como pecuária e exploração madeireira, garantem cifras abundantes. Nos últimos anos, empresas especializadas em restauração ecológica têm buscado corrigir essa disparidade, tornando projetos de reflorestamento em larga escala economicamente viáveis por meio do chamado mercado de carbono voluntário. O mecanismo permite que empresas compensem espontaneamente suas emissões de gases do efeito e…
a comprando créditos de carbono — certificados que garantem que 1 tonelada de CO2 foi removida da atmosfera devido à ação de um projeto ambiental. À medida que esse mercado amadurece projetos no Brasil têm chamado a atenção de grandes investidores e empresas multinacionais.